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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tempo

Como dizia o grande poeta CAZUZA, o tempo não para. Não para mesmo. Mas tenho certeza que as vezes diminui a sua velocidade. Já se deparou com alguém que lhe dissesse: "nossa, essa semana passou tão rápido" e você então responde: "jura? pra mim demorou séculos!". Pois é. É disso que estou falando, dessa velocidade estranha que o nosso tempo tem as vezes.
Cada vez mais podemos perceber o quanto nosso tempo, então, é precioso. Não digo para que faça de tudo como se fosse o último dia. Até porque creio eu que se fizer tudo de uma vez, tudo misturado, será como se não tivesse feito nada porque o importante é você aproveitar cada segundo, deliciar cada momento para que possa depois guardá-los todos em suas lembranças e aí sim poder pensar e afirmar em alta voz: EU FIZ. Ou melhor, EU SENTI. Assim como de nada adianta fazer as coisas de má vontade. Um almoço por exemplo: se chega em casa, prepara seu almoço com calma, prestando atenção nos detalhes, na quantidade certa dos ingredientes, dos temperos, talvez até tomar um bom vinho e ouvir uma boa música enquanto cozinha, tenho certeza que no final seu prato estará delicioso, bem melhor do que quando você chega, joga tudo dentro da panela e faz de qualquer jeito sua comida. Assim é a vida. Se aproveitarmos o nosso tempo, mesmo que seja gastanto um bom pedaço dele focando-se numa só coisa, que seja com vontade, naquela hora mais tranquila, naquele momento certo, em suas porções exatas e com as distrações cabíveis. Saboreando a vida, ela nos parece melhor.
O tempo então deve, sim, ser aproveitado ao máximo, mas esse máximo é de vontade, dedicação e não de pressa e confusão. O tempo que passa rápido é exatamente aquele que não encontra lugar onde trabalhar, onde você não encontrou motivo para gastar seu tempo. O tempo bom é o de calmaria.


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