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sábado, 25 de agosto de 2012

Talvez depois


Eu queria uma razão, um motivo ou uma desculpa.
Algo que me obrigasse a tentar esquecer você.
Mas para mim parece tão certo,
Parece tão exato um futuro no qual existimos a dois.

E cada pensamento me leva a esse lugar
Onde a beleza é construída por nós,
Onde a lua no céu nos sorri e nos apoia
Para que o possível se torne realidade.

Só que não agora. Talvez depois.
Pois aquela pedra que Drummond uma vez citou
Encontra-se no meio do caminho.
O caminho que segue na direção de nossa história.

E uma barreira pode tanto permanecer no lugar
Quanto pode ser vencida.
Essa pedra pode ser esculpida
E se transformar em um belo pássaro

Pássaro que longe voa.
Voa por dentro as nuvens
E vai ao encontro daquela lua.
E vamos nós ao nosso encontro.

Porque, mais uma vez cito o poeta,
“Tinha uma pedra no meio do caminho”.
Tinha.
Espero que um dia, não tenha mais.

domingo, 19 de agosto de 2012

Sinto

Sinto a liberdade como vento.
Passando por mim, tocando em minha pele.
Preenchendo todo o espaço ao meu redor.
É realmente uma sensação maravilhosa.
Posso respirar melhor, posso agir melhor.
Coloquei pra fora tudo aquilo que eu sentia.
Foi bom, me deixou feliz.
As respostas recebidas me deixaram tão bem.
Talvez melhor do que se fossem as positivas.
A verdade é que o que importa é vê-lo bem.
Ver que está feliz com quem quer que seja.
Isso mesmo.
Só quero te ver feliz.

Sinto a liberdade como vento.
Passando por mim, sem que eu possa tocar.
Posso mudar de lugar, mas meu coração continua preso.
É uma sensação. Somente. Não é real.
Tento respirar melhor, tento agir melhor. Não consigo.
Coloquei pra fora tudo aquilo que sentia.
Foi bom, mas me deixou mais confusa.
Porque as respostas recebidas me deixaram tão bem?
Talvez fossem melhor se fossem diretamente negativas.
A verdade é que continuo gostando demais de você.
Vejo que ainda confia em mim e me trata ainda melhor agora.
Ainda quero o mesmo.
Só quero segurar sua mão.

domingo, 12 de agosto de 2012

Por favor, leia. Por favor, responda.

Por favor, leia.

Tudo bem?
Comigo sim. Talvez. Não sei. 
Acontece que nos últimos dias venho passando por uma vontade de superar, uma vontade de desapego, uma vontade de liberdade desse sentimento que por um tempo mantive em mim. Conselhos e mais conselhos amigos acham que já está na hora. Talvez esteja. Não sei se estou pronta, mas acredito que decidida eu esteja. 
Acho que já sabe o que eu venho sentindo. Sentindo por você. Indiretas não lhe faltaram e, para mim, você não é tão bobo a ponto de nunca ter percebido. Mas talvez seja preciso dizer (ou escrever) com todas as letras. Eu gosto de você. EU GOSTO DE VOCÊ.
O meu último texto aqui foi para a gente, porém, muita coisa mudou desde aquele dia. Não o que sinto por você, mas como me sinto em relação a essa situação. Eu acredito ou, ao menos, quero acreditar que estou pronta para um desapego. Digamos que estou abrindo mão disso tudo. Dessa espera. Mas isso porque não vejo um "sim" como resposta. Me dizem que não posso afirmar isso, mas é o que vejo. Vejo um "não", mesmo que talvez seja um "não agora".
Acho que aqui tento pela última vez. Como dá pra perceber, "talvez" é uma palavra que me pertence. Isso porque por mais que acredite em algo, sei que posso estar errada. Sei que pode ser o contrário. Mas pra isso preciso que alguém me diga esse contrário. Então, me diga alguma coisa. Te dou duas palavras.
Me diga sim, me diga não. Mas me diga

Por favor, responda.

domingo, 10 de junho de 2012

E nesse momento eu me odeio...


Me odeio por ver que estou a cada dia mais apaixonada. Apaixonada por você. Sabe o que é perceber que tudo o que acontece me leva em pensamento a você? É triste. Ao menos para mim. E o pior de tudo é que não sei explicar como cheguei a esse ponto. Só sei que me encho de alegria de te ver chegando. Encanta-me o seu jeito bobo e brincalhão. Até mesmo sua vergonha.
Presto atenção em cada detalhe que sinto às vezes que somente eu consigo enxergar. A sua necessidade de estar sempre expondo sua opinião a cada frase daquele com quem conversa, sua incapacidade de ficar parado sem que segure alguma coisa perdida pela mesa em que estamos. A forma como sorri todo o tempo tentando esconder algo. Seu talento que me surpreende a cada nova obra. A forma como sempre se veste para momentos específicos. O modo como sua vergonha característica se multiplica quando estamos juntos. Sozinhos.
Pergunto-me se também percebe o que acontece comigo. Que estou sempre sorrindo ao teu lado. Dando apoio no seu trabalho, não só porque é seu, mas porque acredito nele. Tendo a coragem de dizer quando não concordo, mas fazendo o máximo para que cheguemos a um acordo. Não conseguindo ficar sem falar contigo, ou falar de você aos pobres coitados que são quase que obrigados de alguma forma a passar por isso junto comigo.
Acontece que chegamos a um ponto em que o “E SE” não sai da minha cabeça. Mas sinto que temos algo maior a perder. Sinto que você já pode ter me dito não do seu jeito. Mas também sinto que esse não pode não ter sido real, afinal, foi dito do seu jeito. Estou em uma fase de comparação. Tudo que vejo penso em como seria com a gente. Assisto minhas séries e se vejo um casal formado onde a diversão, o companheirismo, e de certa ou toda forma a bobeira são característicos, penso em nós. Pois é assim que nos vejo. No lugar onde o “nós” existe é assim que acontece. Somos divertidos juntos. Somos companheiros. A nossa bobeira é algo que nos torna únicos não somente juntos, mas um para o outro. Sabe aquele casal que as pessoas olham e pensam: “Que bonito os dois! Parecem ter sido feitos um para o outro.”. Somos nós.
Se formos parar para pensar, somos.  Combinamos de uma forma que certas vezes espanta até a mim.  Mas será que você vê também dessa forma?
É confuso para mim. Não consigo entender o que realmente se passa na sua cabeça. Em momentos vejo que há alguma coisa rolando. Pessoas que não possuem o contato diário com situações que estamos juntos acham que há alguma coisa rolando. E aí de repente, você me dá um motivo para acreditar que tudo foi criado somente na minha cabeça. Desisto. Me dou um tempo. Passo a não correr para falar com você assim que fica online, não falar com você todos os dias. E o que acontece? Você vem falar comigo. Me procura sem um motivo exato. Ou então se eu falo algo que era necessário, você logo possui um outro assunto que parecia somente esperar por um contato meu. Parecia que lhe faltava coragem. No entanto se o assunto é meu e nos envolve, você da um jeito de mudar o rumo da conversa, como se não tivesse visto minhas indiretas tantas vezes diretas. Entende minha complicação?
Então, será ? Será que todas as vezes que eu abro a sua janela no facebook assim que fica online somente para deixá-la aberta, você faz o mesmo do outro lado? Será que também prefere o silêncio a dizer alguma coisa por medo? Será que existe algum sentimento escondido por tantos sorrisos, tanta confusão, tanta enrolação? Será?

Só sei isso. Que a cada dia que passa encontro um novo motivo para continuar achando que não devo desistir. A cada dia te acho mais e mais sensacional. A cada dia me odeio mais por isso.  Por estar tão apaixonada por você.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Prazer, Tatiana Agra Gonçalves..

Prazer, Tatiana Agra Gonçalves.
Eu odeio injustiça.
Eu faço questão de que todos saibam muito bem qual é a minha opinião.
Eu não faço isso com o intuito de mudar a sua, mas de fazer valer a minha.
Eu odeio falar no telefone.
Eu só atendo os meus amigos.
Eu só faço isso por educação.
Eu sou exageradamente educada.
Eu passo por situações que me incomodam muito por ser educada.
Eu me odeio por ser exageradamente educada.
Eu odeio preconceito.
Eu faço de tudo por uma boa discussão.
Eu acredito muito em mim.
Eu não acredito nada em mim.
Eu odeio quando desmarcam alguma coisa comigo.
Eu odeio quando chegam atrasados para alguma coisa comigo.
Eu odeio tudo que é obrigação.
Eu amo tudo o que é proibido.
Eu sou romântica.
Eu acredito no amor verdadeiro e eterno.
Eu não tenho pressa pra isso acontecer.
Eu nunca passo por cima dos meus valores.
Eu nunca passo por cima dos outros.
Eu quero formar uma família.
Eu tenho certeza que serei uma boa mãe.
Eu quero muito ser mãe.
Eu tenho medo do parto.
Eu tenho medo de avião.
Eu tenho medo de lugar fechado.
Eu tenho medo de muitas coisas.
Eu tenho medo de não saber viver perder uma pessoa.
Eu tenho vergonha.
Eu aprendi tudo que sei pelo pouco que vivi.
Eu quero.
Eu faço de tudo pra conseguir.
Eu amo cantar.
Eu canto muito bem.
Eu sou compulsiva.
Eu sou explosiva.
Eu sou tímida.
Eu sou sensível.
Eu sou engraçada.
Eu sou muito amiga.
Eu sou muito confiável.
Eu sou verdadeira.
Eu não sou nada modesta.
Eu me acho o máximo.
Eu me acho linda.
Eu me irrito facilmente.
Eu fico com raiva facilmente.
Eu preciso de um tempo sozinha para deixar de ter raiva.
Eu nunca fico com raiva pra sempre.
Eu perdoo.
Eu nunca esqueço.
Eu choro facilmente.
Eu amo minha família.
Eu amo meus amigos.
Eu não digo que amo com frequência.
Eu não deixo de amar por isso.
Eu amo ler.
Eu amo escrever.
Eu amo filmes.
Eu não frequento cinemas.
Eu me traumatizo facilmente.
Eu amo ficar em casa.
Eu amo dormir.
Eu amo comer.
Eu me amo.
Eu amo.
Eu odeio.
E eu odeio mais que tudo quando alguém que convive comigo ou mora comigo, não me conhece. Não sabe quem eu sou de verdade. Não sabe o que está nessa lista. Essa lista que é bem maior e sempre fica maior. Porque eu mudo, e sempre vou mudar.



domingo, 27 de março de 2011

Limite.

Então... Já deu pra perceber que só posto aqui quando algo realmente me incomoda né?
E o que está me incomodando agora? Pra variar, aqui em casa. Hoje o dia foi tenso demais. Certas pessoas não conseguem entender que o erro é possível e no momento da busca de um "vou sair por cima" sai falando merda. Coisa que realmente não tem nenhuma ligação com o que está sendo discutido. Mas o que me incomoda mais que tudo é a mentira para uma boa convivência. Tudo bem que conviver bem é o melhor, mas com mentira não dá! NÃO CONSIGO FINGIR!
Quando acontece alguma coisa, aconteceu! Não dá pra fingir que passou, tentar ficar de bem, querer que eu fique sorrindo por aí que eu não vou. Me tranco no quarto e aí eu fico bem, porque não preciso estar mentindo. E mais. Não tem essa de que era essa a intenção de outra pessoa, porque eu não estou nem aí. Se era, parabéns, conseguiu mas saiba que se o faz bem agora o que fez mal ao outro te fará pior mais tarde. É SÉRIO!
Acontece que eu sou uma pessoa muito verdadeira, esconder o que eu sinto não funciona pra mim. E prezo por respeito e consideração mais do que qualquer coisa. Acho que cada um tem a sua parte a cumprir e se você em algum momento deixa de cumprir a sua, eu tenho todo o direito de nunca mais cumprir a minha. Trata-se de confiança. Portanto, vejam se aprendem a respeitar, considerar, aceitar e principalmente agradecer o que faço por vocês. Vejam se enxergam o que faço por vocês. Porque saibam que perdoar eu até perdoo mas eu nunca, nunca esqueço. E o meu limite tá chegando.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Desabafo

É! Cada vez mais acho que nunca estive no lugar certo. Que não pertenço ao lugar onde sempre estive.
Não sei onde fui criada, sei que aqui não foi. Acredito que eu seja criada da rua. Da convivência com um mundo cheio de pessoas diferentes, pessoas do bem, do mal, onde eu pude escolher uma melhor opção, quais me pareciam ser o melhor jeito de ser, de viver, de agir.
Me sinto tão diferente aqui. Não compreendida. Agradeço por ter contatos fora daqui que me entendem e aceitam. Que sabem que realmente sou. Porque, afinal, além de achar que não pertenço ao lugar onde vivo, parece que nunca pertenci para as pessoas a minha volta, também. Como se pode residir por 20 anos nesse lugar, agir da mesma forma, fazer as mesmas coisas, gostar das mesmas coisas por todo esse tempo e então um companheiro não saber disso? Não saber do que gosta, esperar que aja de outra forma. Não, gente. Não sou assim, não fui assim e nunca, nunca serei. Nunca serei desse jeito que me idealizam. Porque, para mim, esse é o jeito errado. Passar por cima dos outros, jamais acontecerá. Tenha certeza. Por mais que um dia seja preciso e não fazer seja ruim para mim. Prefiro sofrer do que causar sofrimento. Desculpe, essa sou eu. Claro, faço o máximo para que eu jamais sofra, mas de uma forma que eu aceito. Da minha forma.
Preciso conversar e preciso que entendam que preciso disso. É isso. Preciso que me entendam. Talvez somente isso já será um grande começo.