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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Arrependimentos

Venho assistindo há alguns dias a série Being Erica. A série é sobre uma mulher que possui vários arrependimentos em sua vida e encontra com um tipo de terapeuta que é capaz de mandá-la para o passado para que ela reviva esses momentos e tente consertá-los. Ela encontra esse terapeuta em horas surpresas ao abrir portas que não levam ao lugar que deveriam e sim ao seu escritório.
A cada capítulo que assisto maior é a minha vontade de encontrar o meu Dr. Tom (nome do terapeuta). Não seria maravilhoso se pudesse refazer todos os momentos de sua vida que hoje não te agradam ao serem lembrados, todos os seus arrependimentos? Quem nunca se perguntou: Como seria? Quem nunca se imaginou de outra forma caso tivesse seguido um caminho diferente?
Eu que o diga. Tantas decisões das quais me arrependo, tantas lembranças que me entristecem, tantas outras que podiam ser muito, muito melhores. A minha comunhão, meus 15 anos, a briga com uma melhor amiga, um namoro, as vezes até um trabalho de colégio ou faculdade em que você poderia ter tirado uma nota maior.
Claro que meus arrependimentos não são como os de Erica, mas são os meus, assim como cada um possui os seus e os acha o suficiente para serem refeitos.
Bom, já que não posso ter o meu Dr. Tom ficarei imaginando como seria, e espero que isso me ajude para que nas próximas vezes eu possa fazer do jeito certo, do jeito que daqui a alguns anos eu vá me orgulhar de ter feito. O meu jeito.



vídeo da série Being Erica

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tempo

Como dizia o grande poeta CAZUZA, o tempo não para. Não para mesmo. Mas tenho certeza que as vezes diminui a sua velocidade. Já se deparou com alguém que lhe dissesse: "nossa, essa semana passou tão rápido" e você então responde: "jura? pra mim demorou séculos!". Pois é. É disso que estou falando, dessa velocidade estranha que o nosso tempo tem as vezes.
Cada vez mais podemos perceber o quanto nosso tempo, então, é precioso. Não digo para que faça de tudo como se fosse o último dia. Até porque creio eu que se fizer tudo de uma vez, tudo misturado, será como se não tivesse feito nada porque o importante é você aproveitar cada segundo, deliciar cada momento para que possa depois guardá-los todos em suas lembranças e aí sim poder pensar e afirmar em alta voz: EU FIZ. Ou melhor, EU SENTI. Assim como de nada adianta fazer as coisas de má vontade. Um almoço por exemplo: se chega em casa, prepara seu almoço com calma, prestando atenção nos detalhes, na quantidade certa dos ingredientes, dos temperos, talvez até tomar um bom vinho e ouvir uma boa música enquanto cozinha, tenho certeza que no final seu prato estará delicioso, bem melhor do que quando você chega, joga tudo dentro da panela e faz de qualquer jeito sua comida. Assim é a vida. Se aproveitarmos o nosso tempo, mesmo que seja gastanto um bom pedaço dele focando-se numa só coisa, que seja com vontade, naquela hora mais tranquila, naquele momento certo, em suas porções exatas e com as distrações cabíveis. Saboreando a vida, ela nos parece melhor.
O tempo então deve, sim, ser aproveitado ao máximo, mas esse máximo é de vontade, dedicação e não de pressa e confusão. O tempo que passa rápido é exatamente aquele que não encontra lugar onde trabalhar, onde você não encontrou motivo para gastar seu tempo. O tempo bom é o de calmaria.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Criatividade

Há dias venho pensando no que escrever mas nada vinha em minha cabeça e cada vez mais a minha vontade de escrever aumentava.
Tenho tanta coisa a falar, tanto a expor mas não sei como. Estou em um fase em que minha fonte de criatividade está seca. Triste isso. É triste porque toda minha arte está em baixa. Não consigo escrever bem, não consigo nem cantar bem e isso me deixa mais ainda para baixo. Cantar é tudo que tenho para me pôr pra cima, me alegra, afinal quem canta seus males espanta e não cantando bem, eu não gosto de cantar. Pode parecer meio egocêntrico ou narcisista ou sei lá, mas eu gostava de me ouvir. Eu, hoje, tentei gravar uma música e nenhuma das vezes me saí bem. Isso me tira a paciência comigo mesma, afinal se eu sei fazer isso porque estou errando? Por que não estou conseguindo agora? Então é nessas horas que paro e tento respirar. Dentro de mim sei que tem uma linda voz somente descansando e talvez procurando uma música melhor. Lição de vida, hein? E é com isso e comigo mesma que aprendo que nem tudo dará sempre certo. Nem sempre. Mas uma hora. Qualquer horas dessas eu já estarei novamente cantando por aí, e de um jeito que eu goste e aceite que os outros escutem para que gostem também. Afinal, eu não acabei de escrever um texto bom do jeito que eu disse que não estava conseguindo no início por falta de criatividade?
Portanto é sempre bom lembrar que a paciência as vezes vai mas ela volta, TEM que voltar pois é ela que te fará, junto com força de vontade e esperança, errar mais uma vez para que você possa acertar na seguinte.